Beck tá ficando doido. Quer dizer, ele já era, mas seu quadro clínico-musical tá se agravando.
Depois do projeto Record Club, em que ele pretende regravar grandes discos da história (e que começou com "Velvet Underground & Nico"), ele vem agora com a maluquice Planned Obsolescence, com vários DJs convidados e ele mesmo fazendo umas colagens.
Dá uma ouvida na primeira "experiência":
Tá louco...
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Em compensação, tem a segunda versão para o "Velvet Underground & Nico". É "Waiting For My Man", que você vê abaixo:
A indústria musical e os juízes velhacos podiam dormir sem essa. Ou melhor, não podiam.
Os quatro nerds suecos que inventaram o site de torrent The Pirate Bay se deram bem. Sim, eles continuam sentenciados a um ano de prisão e a uma multa de US$ 3,6 milhões. Mesmo assim, ainda estão rindo.
O The Pirate Bay foi vendido para os suecos do Global Gaming Factory... por US$ 7,7 milhões, de acordo com a Reuters.
Pode parecer que não, mas o Simple Minds também deu os seus chutes.
"What you gonna do when things go wrong? What you gonna do when it all cracks up? What you gonna do when the love burns down? What you gonna do when the flames go up? Who is gonna come and turn the tide? Whats it gonna take to make a dream survive? Whos got the touch to calm the storm inside?"
Eles cantam isso no refrão de "Alive And Kicking", de 1985.
Quando as coisas não estão lá muito bem, as contas seguem batendo à porta, a chuva insiste em cair só na sua cabeça, o seu carro quebra, a cerveja fica quente mais rápido, seu time só perde... Não se desespere... Sempre há uma saída!
Siga vivo e dando seus chutes por aí. É o melhor jeito de dar a volta por cima.
Ha!
Eu sigo tentando pelo menos, mas às vezes parece que tô é enxugando gelo, certo, BNegão?
Meu irmão sabe das coisas. Ele indicou esse livro e desde já posso falar: é um dos melhores que já li.
"O Tigre Branco", do indiano Aravind Adiga, é espetacularmente rock'n'roll, embora sobre música só cite - e de passagem - Sting e Enya.
Ele fala sobre uma Índia que a dona Rede Globo, na sua novela, carinhosamente ignora. Uma Índia que é o Brasil, que você conhece bem - e que diverte adoidado. Os ricos contra os pobres, os pobres contra os ricos. O cidadão escreve bem, é irônico, sarcástico, corrosivo, politicamente incorreto até debaixo da unha, rock'n'roll total.
Conta a história de um indiano pobre, acostumado a ser servil, que resolve dar a volta por cima, matando seu patrão. Essa é a história, ele mesmo não faz muita questão de esconder, de fazer mistério. Porque o principal é a forma como ele "chega lá", como ele mostra o seu "espírito empreendedor".
A ignorância do personagem é a maior arma dos seus patrões para a escravidão, mas por outro lado ele é dotado de um ódio tremendo, de uma raiva e de percepção e perspicácia suficientes para embrionar uma solitária e exemplar revolução. É uma baita crítica.
Mas não pense que você que o Floga-se é insensível ao seu passamento. Ao contrário. Eu de fato gosto de um bocado de coisas do Michael Jackson, de "Don't Stop 'Till You Get Enough" (infelizmente, no Brasil, mais conhecido como o tema do Videoshow) a "Billie Jean", passando por "Beat It", é claro.
Michael Jackson foi tão importante pra história do pop, que o Floga-se seria inútil se não se inclinasse a sua força, não só de vendas - foram 750 milhões de discos em 40 anos de carreira - mas também em influência.
Quem nunca arriscou um "moonwalk" por aí? E aquele gritinho afetado? Bom... Ok. ok, o gritinho não.
Michael Jackson inspirou dançarinos, músicos, coreógrafos, diretores de clipes (a série de "Thriller" é clássica) e fãs pelo mundo todo. Embora nem toda música me agrade (a maioria não agrada), é impossível não ficar comovido.
A notícia é tão importante, que até jornais esportivos deram a manchete de sua morte, como o Lancenet! (chamando-o de o "Pelé da Música Pop") e o Marca, da Espanha.
Por mais que os holofotes e flashes tenham se voltado para o lado bizarro de sua vida, com esse lance de abusar de criancinhas, de ser recluso, de vitiligo, de balançar o filho na janela de um hotel, de casar com a filha do Elvis, da falência total, da loucura, da excentricidade, é a música o mais importante.
Ele tinha quase 51 anos. Morreu de ataque cardíaco.
Deixou um legado inegável. Pelo bem ou pelo mal, o mundo não seria o mesmo sem Michael Jackson.
25 de junho de 2009 é, portanto, um dia histórico.
Primeiro, o classicão "Beat It":
E, pra fechar, o próprio fazendo o seu "moonwalk" ao vivo, com "Billie Jean" ao fundo:
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E NO TWITTER...
Veja, letra por letra, matéria escrita por Felipe Serrano, no Estadão, às 20:02h desse dia 25 de junho:
"A morte da maior estrela da música pop mundial correu o mundo pelos usuários do Twitter que foram repassando a informação. Antes que portais, jornais e emissoras de TV confirmassem a morte do cantor, a rede de microblogs era invadida por links para o blog de Perez Hilton e para o site de fofocas TMZ.com.
"Em poucos minutos, termos como 'Micheal Jackson' (assim mesmo, com as vogais do primeiro nome invertidas), 'RIP Michael Jackson', 'hospital', 'CPR' (sigla para 'reanimação cardiopulmonar' em inglês) e 'cardiac arrest' se tornaram as principais palavras twittadas.
"A quantidade de mensangens foi tamaanha que o Twitter não deu conta do tráfego e ficou instável nas últimas horas, chegando a cair por cerca de 10 minutos no início da noite, logo após os rumores sobre a internação e a morte do cantor.
"Celebridades também reagiram por meio de mensagens no Twitter. Lindsay Lohan enviou: 'Não, OMG (oh, meu deus)... meu amor e rezas para o Michael e sua família... me sinto mal'. O ator Ashton Kutcher também disse: 'Rezem para os filhos dele'. Lilly Allen reagiu com palavrão: 'No fucking way'. Katy Perry foi mais concisa com apenas um 'Oh, meu Deus'.".
Tem um malucão aí, o deputado Geraldi Tenuta Filho, do Democratas de São Paulo, "bispo" da bancada evangélica, que resolveu meter o bedelho no lance dos downloads e direitos autorais. Ele apresentou um projeto que pretende punir que faz downloads ilegais, o que é que isso queira dizer.
O lance do deputado é o seguinte: os provedores de acesso são obrigados a identificar os "infratores" e notificá-lo por e-mail; na reincidência, outro e-mail, só que agora avisando que o cidadão estaria cometendo um crime; na próxima vez, o acesso é suspenso por seis meses; até que na sexta vez, o "criminoso" teria o serviço cancelado. Durante o período de suspensão, o usuário deveria ainda continuar pagando a fatura do provedor. Maravilha.
De acordo com a Folha de S.Paulo, "O projeto de lei é inspirado em uma decisão da Assembleia Nacional da França com os mesmos objetivos, que aconteceu em maio passado. No entanto, menos de um mês depois, a medida foi suspensa pela corte francesa — justificando que ela violava, entre outros, o direito do livre discurso".
A mesma visão tem José Vaz, Coordenador da Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura. Ele é uma parte do Governo, bem entendido. É um projeto que "parte de uma perspectiva meramente repressiva, que fere os direitos individuais e a neutralidade da tecnologia". Ele resume bem o lance: "Vemos que a sociedade encara o direito autoral de uma maneira que vai totalmente na contramão dessa ideia. É só observar a eleição do partido pirata [Pirate Party] para o Parlamento Europeu e o número de pessoas que admitem fazer download ilegal".
Ou seja, é dar murro em ponta de faca. Pra quê? O deputado-bispo que aparecer?
Ainda segundo o jornal, "Para José Vaz, as discussões devem se focar na mudança das práticas sociais, no modelo de negócios e na maneira como as gravadoras encaram a internet. 'Não podemos negar que existe um problema em relação ao direito autoral. No entanto, é nítido também que a indústria musical está pagando o preço pela sua inércia', completa". Exatamente, muito bem resumido.
Ninguém nega que os músicos mereçam e devam ser remunerados pela sua criação, pela sua arte. Mas como fazê-lo? O que se vê é que dói mais no bolso das gravadoras, porque os músicos (pelo menos os mais antenados, os que compreenderam essa nova era) estão buscando alternativas para se livrar delas e viver de shows. Afinal, quanto mais a música é divulgada, mesmo que gratuitamente pela Internet, mais gente deverá querer ir aos seus shows e mais ele vai ganhar. Isso apenas numa ponta do negócio.
O erro é encarar a Internet com vilã e não como ferramente de divulgação e potencialização de negócios. As gravadoras são cegas, porque elas sempre foram cegas e pouco tinham que pensar antes. Bastava pegar um artista qualquer, pagar para tocar nas rádios e em novelas e pimba, tinham um sucesso. Agora, é preciso trabalhar de fato, buscar alternativas, ser criativo, entender o consumidor... E isso tudo dá um trabalhão danado...
A solução é punir. Posar de moralista e punir. Vamos nadar contra a maré e meter o dedo na cara de quem é "criminoso" porque busca as músicas que gosta na Internet. Fácil dessa maneira.
Mas não tá dando muito certo. Alguns muitos pelo mundo afora já foram punidos, dançaram grandão. Mas a maioria deles é porque eram espertões também, querendo ganhar dinheiro revendendo a criação dos outros. É o caso dos camelôs que vendem discos piratas. Aí, é sacanagem. Por trás desses camelôs, há os piratas profissas mesmo.
Agora... Punir um moleque porque quer baixar um disco qualquer pra ouvir no seu iPod? É demais. É burrice até! É assustar um potencial consumidor.
Se dá melhor quem viu a coisa antes, com bons olhos.
Quando o Radiohead lançou o "In Rainbows" naquele esquema pague-quanto-achar-que-vale, deu um nó na cabeça de muita gente. E ninguém duvida que eles ganharam uma bela grana em cima disso. Nada indica que eles se arrependenram.
Agora, até o Estado de São Paulo, um dos maiores jornais do país, aderiu a esse método. Na propaganda que rola na TV, oferecem um mês de assinatura pelo preço que o assinante quiser pagar. Instiga o consumidor a mostrar quanto vale o conhecimento - e não a informação, que essa.... bom, essa é de graça na Internet, no rádio, na tevê...
Primeiro filme, o teaser:
Segundo filme, a venda:
Quem luta contra, tá perdendo tempo, vamos admitir. A música é de graça, tá aí. Quanto mais cedo a indústria da música chegar a essa conclusão, mais cedo poderá achar uma solução para voltar a ganhar dinheiro. Ou para procurar um outro emprego.
Já tem vinte anos na conta. Duas décadas que o Stone Roses lançou o sensacional "Stone Roses", primeiro disco da banda.
Pra comemorar - e sempre há uma comemoração nesse tipo de coisa - serão relançados cinco singles retirados desse disco, mas só em vinil e em MP3: pela ordem, um por semana, "Elephant Stone", dia 6 de julho; "Made of Stone", 13 de julho; "She Bangs The Drums", dia 20; "Fools Gold", dia 27; e "One Love", em 3 de agosto.
Uma caixa será lançada em setembro, chamada "Elephant Stone", terá mais singles, uma ou outra raridade, e as artes famosas de John Squire, que era fanzaço do doidão Jackson Pollock.
Além disso, o próprio álbum será relançado, em 10 de agosto, em duas edições especiais.
Só para fãs, mas quem é fã mesmo já tem tudo, certo?
O show do Bloc Party no Brasil foi decepcionante. "Intimacy", o último disco, foi decepcionante. Mas quem fez o brilhante "Silent Alarm", merece uma chance a mais.
A banda lança em 10 de agosto o novo single, chamado "One More Chance", que é possível ouvir abaixo (é só áudio).
Gus Van Sant, em 1998, teve a pachorra de entrar num projeto descabido, porém ousadíssimo: resolveu refilmar, plano por plano, diálogo por diálogo, nota por nota da música, corte por corte, granulação por granulação do grande clássico "inrefilmável" de Hitchcock, "Psicose". A diferença é que a refilmagem saiu colorida. E ruim. Só.
Deu no que deu: a crítica caiu de pau em cima do americano e o filme virou chacota.
Agora é a vez de mais um americano, Bek David Campbell, o Beck, mexer em outro vespeiro.
De acordo com o site dele, que você encontra na listinha aí ao lado, Beck vai refilmar uma série de clássicos da música, numa sessão chamada "Record Club", "an informal meeting of various people to record an album in a day". Informal porque ninguém vai se encontrar antes para ensaiar ou rearranjar as músicas.
O primeiro disco a ser "reinterpretado" é o "Psicose dos discos", "Velvet Underground & Nico", mais conhecido como "o disco da banana", de 1967. A lista de participações é empolgante: Nigel Godrich (produtor do Radiohead), Joey Waronker, Brian Lebarton, Bram Inscore, Yo, Giovanni Ribisi (sim, o ator), Chris Holmes, Thorunn Magnusdottir e Beck, claro.
O primeiro resultado, você ouve abaixo, com "Sunday Morning". Mas o músico vai soltar, no seu site, uma música por semana.
A notícia saiu em todos os veículos possíveis e você já deve ter lido e visto e ouvido.
O Pilim alertou para matéria do UOL sobre documentário que passou no Festival de Berlim, "It Might Get Loud", de Davis Guggenheim.
É um filme sobre como três grandes guitarristas se deram bem por causa da música, focando no instrumento. E não são qualquer músicos-qualquer-nota: são só Jimmy Page (ex-Led Zeppelin), The Edge (U2) e Jack White (The White Stripes e The Raconteurs).
Com 82 anos, Chuck Berry volta ao Brasil para pelo menos um show, no Via Funchal, em São Paulo, dia 19 de agosto. Cem dinheiros é o ingresso mais barato. Mas anote aí, outros shows serão marcados, talvez no Rio e em Beagá.
No mês seguinte, é a vez de Jerry Lee Lewis, o papa-anjo, que casou com sua sobrinha de 15 anos (na época, claro), o que arrasou sua carreira. Ele tem 73 anos e volta ao Brasil depois de 17 anos. Mas nem só de "Great Balls Of Fire" vive o pianista. Ele lançou em 2006 um disco de inéditas, "Last Man Standing", praticamente um slogan para ele próprio.
Juntos, são mais de 120 anos de carreira. Um verdadeiro museu ambulante.
Eu, sinceramente, achava que Jerry Lee Lewis já havia batido as botas.
E, desculpe-me pelo trocadilho, nessa bota, não podemos esquecer a volta do Faith No More. Com um show marcado para outubro no Brasil, o museu fica completo. Há quem goste de naftalina, por certo.
"West Ryder Pauper Lunatic Asylum", o terceiro disco do Kasabian está solto por aí. Quem quiser que se adiante.
Dá para ouvir o disco inteiro na página deles do My Space, por um tempo não determinado. Clique aqui pra ver e ouvir. As músicas estão em pequenos trechos de pouco mais de um minuto.
Olha aí o serviço:
01. Underdog 02. Where Did All The Love Go? 03. Swarfiga 04. Fast Fuse 05. Take Aim 06. Thick As Thieves 07. West Ryder Silver Bullet 08. Vlad The Impaler 09. Ladies And Gentlemen (Roll The Dice) 10. Secret Alphabets 11. Fire 12. Happiness
O Radiohead fez história com aquele lance de "vale quanto você quiser pagar" pelo "In Rainbows".
Mas um mês depois, em janeiro de 2008, a banda lançou o disco "físico", uma caixa, com CD duplo, LP, encarte, camiseta e o diabo a quatro. Nesse CD duplo estava o que chama-se agora de "In Rainbows 2", disco que a banda lança de novo, só pra download, na sua página da Internet.
Quem leu as críticas da época ou quem já ouviu nos programas de downloads por aí sabe que não chega aos pés da maravilha que é o "In Rainbows" original. Mas tanto faz, pros fãs é um disco do Radiohead, oras.
Mas agora a tática é diferente. O disco tem preço fixo e custa dez dólares ou seis libras. Nada de vale quanto você acha que pesa.
Mas você sempre pode baixá-lo no seu programa de download favorito, certo?
Portanto, aí vai o serviço:
01. MK 1 02. Down Is The New Up 03. Go Slowly 04. MK 2 05. Last Flowers 06. Up On The Ladder 07. Bangers + Mash 08. 4 Minutes Warning