Clique aqui, uma nova janela vai abrir e você poderá ler quase tudo o que tem aqui lá e colocar o novo endereço nos seus favoritos para não perder mais o fio da meada. O novo Floga-se tá ainda em formulação: links, posts antigos, pequenos detalhes, imagens... Aos poucos tudo vai entrando nos eixos.
Mas é o mesmo Floga-se de sempre. Só que de cara nova, mais profissa, com navegação mais fácil. Você verá a graaande diferença.
Na última oportunidade, o show terminou cinco da matina, por causa da péssima organização do TIM Festival. Dessa vez, Brandon Flowers e companhia vê para shows solo (provavelmente), em novembro, e - espera-se - para mostrarem-se de fato bons como prometeram no primeiro disco e frustaram nos seguintes.
Depois de fazer um ótimo show no Plantera Terra de 2007, em São Paulo, Lily Allen está de volta. É a turnê do segundo disco, "It's Not Me, It's You". Não que ela seja algo sensacional, mas uma ou outra música se salvam e ela é doida demais, o que sempre é divertido.
Em São Paulo, o o show é no Via Funchal, dia 16 de setembro, com pista a cento e oitenta dinheiros.
No Rio, é o no HSBC Arena, dia 17 de setembro, com pista a cento e vinte.
Como se vê, um absurdo esses preços.
E haja neguinho falsificando carteirinha de estudante...
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JÁ ERA O DEPECHE MODE
Os ingleses não vêm mais ao Brasil este ano, como você já deve ter lido por aí. Os shows no Rio e em SP, que seriam em outubro, foram cancelados para a readequação da agenda européia da banda. Ou seja, os índios aqui ficaram a ver navios.
A culpa é do sempre doente e estrupiado vocalista Dave Grahan, cuja saúde fez a banda cancelar várias apresentações e empurrar a agenda pra frente.
Um dos nomes mais legais de banda nos últimos tempos. Claro, não só. CYMBALS EAT GUITARS é também a maior surpresa do ano até aqui.
Em Nova Iorque, Esteites, Joseph "Ferocious" D'Agostino (vocalista e guitarrista) e Matthew Miller (baterista) começaram como um duo. Fizeram ruído adoidado na faculdade, em Nova Jérsei, mas pouco barulho entre quem gosta de música. Então, em 2006 juntaram-se a Brian Hamilton (tecladista) e a Neil Berenholz (baixista) para criar o CEG que agora, em janeiro/fevereiro de 2009, lançou o excelente "Why There Are Mountains".
As influências compõem um leque tão grande que pode incomodar aos mais conservadores e divertir quem gosta de identificar sons. O site de MP3 RCRD LBL crava em Built To Spill. O Fluxblog, acrecenta Modest Mouse e Pavement. Eu colocaria um pouco de Sonic Youth, principalmente nas caóticas "Share" e "Like Blood Does". Mas pode-se ouvir ali até Dandy Wharols (em "Some Trees") e My Bloody Valentine (nos três primeiros minutos de "Share").
A mistureba acaba fermentando um grande disco, barulhento, microfônico, melódico, dançante em alguns momentos.
Cito "Share" várias vezes porque, junto com a doida "...And The Hazy Sea" e com "Indiana" mostram exatamente o perfil da banda que ainda tenta se achar, mas que tem enorme potencial para fazer música bacana e divertida para vários momentos do dia-a-dia, para várias situações. "Share" tem mais de sete minutos e muda um bocado de ritmo, é quase épica, independente do que isso queira dizer.
Os caras não são doidões, é bom que se diga. Sabem o que tão fazendo. Se você quer música "indie", eis aqui uma. O baixista Berenholz, por exemplo, já tem 32 anos, e lembra que o disco foi lançado por conta própria, de forma independente, "ou seja, 'indie' de verdade". Errr.... Vai discutir?
A banda anda tão bem pelo "circuitinho" que está com agenda de shows lotada até novembro, incluindo Londres, quase sempre abrindo pro The Pains Of Being Pure At Heart, uma dupla que deve fazer qualquer noite prometer ser espetacular.
Pra ter um dos melhores discos do ano, olha o serviço:
1. ...And the Hazy Sea 2. Some Trees (Merritt Moon) 3. Indiana 4. Cold Spring 5. Share 6. What Dogs See 7. Wind Phoenix (Proper Name) 8. Living North 9. Like Blood Does
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Na playlist tem "Indiana". Ouve lá.
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E aqui, temos um vídeo da banda tocando "Wind Phoenix (Proper Name)" ao vivo, na KEXP. Veja como Ferocious grita:
Se você não foi uma das milhares de sortudos que esteve no Latitude Festival, em Suffolk, Inglaterra, nesse 19 de julho, para ver uma rara apresentação solo de Thom Yorke, perdeu a apresentação de uma cação nova, que não tem título, mas que a Internet tratou de chamar de "The Present Tense".
MCA, um dos rappers dos Beastie Boys, está com câncer na garganta.
Antes que alguém se desespere, a banda avisa que o tumor foi encontrado no estágio inicial e que pode ser extirpado sem muitas consequências. Mas MCA vai ficar fora de atuação por um bom tempo, pra ser operado e se recuperar.
Cristiano Ronaldo é o cara. Do Manchester United ao Real Madrid por zilhões de euros, arrastando uma multidão maior do que o Kaká na sua apresentação ao clube, o cara ainda palpita sobre música: "Liverpool tem os Beatles e Manchester tem o Oasis... Eu acho que Manchester tem a melhor banda".
O atual melhor do mundo pela FIFA lembrou que quando chegou a Manchester jamais havia ouvido o Oasis, mas "é impossível morar ali sem ouvir a banda". Além do mais, nunca sequer encontrou os irmãos Gallagher, mesmo que os tenha visto rondando pra lá e pra cá na cidade.
Hoje, Ronaldo tem todos os discos do Oasis e acha que "Champagne Supernova" é imbatível.
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Ok, essa informação não acrescenta nada à minha vida...
Não dá pra dizer que Ian Brown seja um aproveitador. Ao contrário, senão ele já teria reunido o Stone Roses.
Mas o malucão já fez uma conhecidíssima cover do Michael Jackson, pra "Thriller" (como você pode ouvir abaixo), música que dá nome ao bilionário disco do recém-falecido e que inspira o sexto solo do senhor Brown, que será lançado em 28 de setembro, chamado "My Way".
Ian Brown mandou avisar que o disco é uma homenagem com pouca babação de ovo ao negão-branquicela, focando apenas na genialidade da música, que é de fato o que importa.
O nome é um tanto ridículo, admito, mas a banda é bem boa. Barulhenta, guitarra e baterias, assim mesmo, no plural. Sujeira pura, pra ouvidos treinados e pacientes.
A banda começou como um trio, em 2006, na tranquilidade de Vancouver, Canadá, mas logo se resumiu ao duo David Prowse (baterias) e Brian King (guitarra). Lançaram dois EPs de cinco faixas cada, "All Lies" (2007) e "Lullaby Death Jams" (2008), com quase nenhuma aceitação, seja da crítica, seja do público.
Mas agora, em 2009, eles acabam de lançar o primeiro disco (tá certo, só com oito músicas, não muito diferente dos EPs anteriores), "Post-Nothing" (percebe-se que eles não são muito eficientes no quesito nomenclatura).
O petardo é como aqueles chutes do Éder (ok, que ainda lembro do Éder na Seleção, mas pode pensar no Roberto Carlos), que faz a bola estufar com goleiro e as redes. São músicas barulhentas até os intestino, mascarando um tanto a limitação criativa e musical da dupla. Não é ruim, entenda.
Quando se ouve "The Boys Are Leaving Town", percebe-se que essa não é mais uma banda-dupla como tantas que existem por aí. A bateria começa se revirando, até a entrada gritada do vocal, repetindo o título da canção à exaustão. A um certo peso massacrante por trás. Melodias... esqueça. O recado do disco foi dado.
As músicas são longas e é preciso fôlego para entrar no mundo do Japandroids - uma boa aspirina pode ajudar, no final do percurso. Não são notas pra dançar (a não ser que você esteja em seu estado alterado de final de semana), muito menos para relaxar. São apenas para apreciar como algo... diferente.
Segue aí o serviço do disco:
1. The Boys Are Leaving Town 2. Young Hearts Spark Fire 3. Wet Hair 4. Rockers East Vancouver 5. Heart Sweats 6. Crazy Forever 7. Sovereignty 8. I Quit Girls
Para ouví-los sem dó, vá ao MySpace (http://www.myspace.com/japandroids). Há músicas dos três lançamentos, numa boa qualidade. Mas certifique-se que não há mais ninguém no recinto, pra não incomodar os ouvidos alheios.
Aqui vai um vídeo da música que achei a melhor do disco, porque parece demais com um Sonic Youth enlouquecido, misturado com alguma banda suja de metal. É "Heart Sweats":
Escolheram essa data porque foi nesse dia, em 1985, que Bob Geldof organizou o primeiro Live Aid, um dos maiores eventos de rock que se teve notícia. O festival nasceu com a boa intenção de encher o prato dos famintos da Etiópia - e os bolsos do senhor Geldof. Como se sabe, os pratos etíopes continuam vazios. Já os referidos bolsos...
Foram arrecadados 60 milhões de doletas na empreitada, que contou com shows de Adam Ant, B. B. King, Beach Boys, Black Sabbath, Bo Diddley, Bob Dylan, Brian Adams, Bryan Ferry, The Cars, David Bowie, Dire Straits, Duran Duran, Elton John, Elvis Costello, Eric Clapton, The Four Tops, Hall & Oates, INXS (em Melbourne, Austrália), Joan Baez, Judas Priest, Kool & The Gang, Led Zeppelin, Lionel Ritchie, Madonna, Man At Work (em Melborune, Austrália), Neil Young, Paul McCartney, Paul Young, Phil Collins, Pretenders, Queen, Rolling Stones, Run DMC, Sade, Santana, Simple Minds, Status Quo, Sting, Style Council, Thompson Twins, Tina Turner, Tom Petty, U2, Ultravox, Wham! e The Who.
Os shows foram no antigo estádio de Wembley, em Londres, para mais de 80 mil pessoas; e na Filadélfia, para mais de 90 mil pagantes. Além disso, até hoje se trata de uma das maiores transmissões via satélite de todos os tempos (perdendo sempre para eventos como o Oscar, a final de qualquer Copa do Mundo e um ou outro evento olímpico), com 1,5 bilhão de espectadores em mais de 100 países, incluindo este nosso verde e amarelo.
Foi um acontecimento e tanto, mesmo que não se salve meia banda boa das citadas acima. Mas fez história.
E criou-se esse dia sem mais.
Por conta disso, pra comemorar, o Floga-se coloca o clipe de uma das melhores bandas de rock de todos os tempos fazendo cover de outra das melhores de todos os tempos - e ambas não estavam no Live Aid, é claro.
Depois de mais de uma semana, estou de volta. Estava viajando - e de várias maneiras.
Se tiveres paciência, aí vai.
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"Why don't you wake up and smell what you shoveling?"
Isso é o que o ator Reginald VelJohnson grita para seu chefe trapalhão em "Duro de Matar", classicão que colocou Bruce Willis no meio do fogo cruzado e nos holofotes. Era 1988.
"Por que você não acorda e presta atenção no que está acontecendo?" - a tradução mostra o motivo da escolha dessa frase. O Ned's Atomic Dustbin, banda inglesa que fez certo barulho na década de 1990, principalmente com o lançamento do também clássico "God Fodder", em 1991, usou o sampler da fala citada em "Selfish" e elevou ainda mais o valor do filme.
Esse tipo de cruzamento pop faz a alegria dos nerds e dos caçadores de curiosidades. A banda pedia atenção para um discurso meio panfletário-infantil que ela fazia. A música, porém, é o que importa.
Se você não conhece, adiante-se. Não tanto por "Selfish", mas pela lista de grandes canções que fizeram, como "Kill Your Television", "Grey Cell Grey", "Less Than Useful", "Cut Up", "Throwing Things", "Capital Letters", "Happy", "Your Complex", "Nothing Like", "Until You Find Out" (todas de "God Fodder"), "Tantrum" (de "Are You Normal?", de 1992), "Stuck" (de "Brainbloodvolume", de 1995) e "Trust" (do single de "Grey Cell Green").
Só esses três álbuns de estúdio figuram na discografia deles. Mas há uma série de coletâneas para tentar conhecer o melhor deles.
O assunto é relevante porque a banda voltou a se juntar para uma série de shows. Os cinco integrantes originais talvez precisem de um cascalho pra pagar as contas e se divertir um pouco. Eles são Jonn Penney (vocalista), Gareth "Rat" Pring (guitarrista), Alex Griffin (baixista principal), Matt Cheslin (baixista) e Dan Warton (baterista).
Então, mate a sua tevê e acorde para o que é importante:
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E o Michael Jackson? Já se encheu da superexposição de seu passamento?
Se ainda fosse em silêncio... Precisa realmente tocar "Billie Jean" a cada meia hora?
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O Nouvelle Vague, o duo francês formado por Marc Collin e Olivier Libaux (e mais "cantoras"), que já esteve no Brasil por duas vezes, afirma que virá mais uma vez para duas apresentação no segundo semestre. Não há nada, porém, no MySpace deles, muito menos no site oficial.
De qualquer maneira, vale baixar o disco novo da banda, o terceiro, chamado "NV3". A fórmula mudou um pouco. Pra quem não sabe, eles fazem coveres de clássicos do punk e da new wave ao estilão bossa nova (sim, a "sua", a "minha", a "nossa" bossa nova.... Brazil-zil-zil!). Nesse novo álbum, countralizaram a parada. Tem coveres de clássicos do punk e da new wave com uma pegada (maus pelo termo) country. E não é que ficou melhor?
É só ouvir "Blister In The Sun", do Violent Femmes, pra sentir o drama.
O fato de todas a músicas serem incomparáveis com os originais não desanima os franceses. Na verdade, eles nem ligam e continuam seu legado. A ideia deu certo. São três discos ("Nouvelle Vague", de 2004; "A Band Apart", de 2006; e esse novo, "NV3", de junho de 2009).
Abaixo, o serviço dos três discos. Corto o meu se você não ficar com curiosidade de ouvir ao menos uma das músicas. Vai baixar uma pelo menos.
NOUVELE VAGUE (2004)
01. Love Will Tear Us Apart (Joy Division) 02. Just Can't Get Enough (Depeche Mode) 03. In A Manner Of Speaking (Tuxedomoon) 04. Guns Of Brixton (The Clash) 05. This Is Not A Love Song (PIL) 06. Too Drunk To Fuck (Dead Kennedys) 07. Marian (Sisters Of Mercy) 08. Making Plans For Nigel (XTC) 09. A Forest (The Cure) 10. I Melt With You (Modern English) 11. Teenage Kicks (The Undertones) 12. Psyche (Killing Joke) 13. Friday Night, Saturday Morning (The Specials) 14. Sorry For Laughing (Josef K) - faixa extra
A BAND APART (2006)
01. Killing Moon (Echo & The Bunnymen) 02. Ever Fallen In Love (Buzzcocks) 03. Dance With Me (Lords Of The New Church) 04. Don't Go (Yazoo) 05. Dancing With Myself (Billy Idol) 06. Heart Of Glass (Blondie) 07. O Pamela (The Wake) 08. Blue Monday (New Order) 09. Human Fly (The Cramps) 10. Bela Lugosi's Dead (Bauhaus) 11. Escape Myself (The Sound) 12. Let Me Go (Heaven 17) 13. Fade To Grey (Visage) 14. Waves (Blancmange) 15. Israel (Siouxsie And The Banshees) - faixa extra 16. Pride (In The Name Of Love) (U2) - apenas na versão americana 17. Confusion (New Order) - apenas na versão americana
NV3 (2009)
01. Master And Servant (Depeche Mode) 02. Blister In The Sun (Violent Femmes) 03. Road To Nowhere (Talking Heads) 04. All My Colours (Echo & The Bunnymen) 05. The American (Simple Minds) 06. Heaven (The Psychedellic Furs) 07. Parade (Magazine) 08. Metal (Gary Numan) 09. Ca Plane Pour Moi (Plastic Bertrand) 10. Our Lips Are Sealed (The Go Go's) 11. God save The Queen (Sex Pistols) 12. Say Hello, Wave Goodbye (Soft Cell) 13. So Lonely (The Police) 14. Not Knowing (Minimal Compact) - faixa extra 15. Such A Shame (Talk Talk) - faixa extra
Mas para ajudar, porque sou amigo da rapaziada, vai um videozinho de "Love Will Tear Us Apart", do Joy Division. Foi em Glastonbury - esqueça as poses de franga dos franceses e ouça apenas a música:
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O Editors anunciou que vai lançar seu terceiro disco, "In This Light And On This Evening", em 21 de setembro. Mas já tem muita coisa rolando por aí, na Internet. É possível achar e ouvir "Papillon", "Bricks And Mortar", "Eat Raw Meat = Blood Drool" e "Like Treasure".
Tom Smith, líder, vocalista e guitarrista da banda, disse que esse disco tem tudo a ver com "Blade Runner", o filme. O que isso quer dizer, não sei. Talvez, mais sintetizadores.